O momento mais dificl pelo qual já passei foi um misto de alivio e de uma dor inimaginável. Foi no dia em que vi a minha mae partir.
Nao ha momento mais difcil de superar do que aquele em que estamos ao lado de uma pessoa que amamos profundamente e a vemos a seguir a luz. O último olhar, o ultimo respirar e por fim deixar-se ir. A morte assusta-nos. Mete medo. Mas naquele dia ela chegou com os raios de sol a romper numa manha fria de Inverno... era suave e nao assustava. Trazia paz e tranquilidade. Passou por mim e disse que a levaria para um lugar melhor, confortável e sem dor. Sem dor para ela e para nós.
Só quem passa por uma situacao destas sabe o quanto custa sorrirmos quando só nos apetece chorar. O quanto custa segurar na mao e saber que pode ser a última vez. O quanto custa falar... e mesmo assim muitas coisas ficam por dizer. As palavras nao surgem da forma como os pensamentos nos correm. Tentamos respirar, fechar os olhos e pensar ordenadamente e nao se consegue. Foram 9 dias de dúvidas que passaram a certezas, de possibilidades que passaram a decisoes... de um sentimento de impotencia total. O nao se poder fazer nada e simplesmente se estar à espera, é devastador...
Perder-se alguém que amamos é doloroso, sabermos antecipadamente o que vai acontecer, pode permitir "habituarmo-nos" a ideia, mas é... torturante...
12 novembro 2014
28 setembro 2012
Nao sai da cabeca!
Esta é uma daquelas que ouvi uma vez e a melodia ficou cá. Vamos ignorar a letra e os menores (devem ser menores) que a cantam... Gosto!!
E acho que vou ouvir muitas vezes!!
E acho que vou ouvir muitas vezes!!
02 maio 2012
02 março 2012
rainy day?
sem reacção. sem palavras. sem vontade. hoje era o dia ideal para estar a chover torrencialmente e eu ficar no recanto do meu sofá com o comando numa mão e uma chávena de chá na outra. mas apesar de tudo não é isso que vai acontecer (até porque não chove!). o recanto fica para amanha e a chávena de chá para mais logo quando chegar a casa.
apetece dizer(-te) que as interpretações que se dão as coisas são aquelas que queremos dar e nem sempre as reais. quero dizer(-te) que afinal o que não me incomodava talvez comece a incomodar. quero dizer(-te) que não chega. mas as palavras não saem e as oportunidades perdem-se...
apetece dizer(-te) que as interpretações que se dão as coisas são aquelas que queremos dar e nem sempre as reais. quero dizer(-te) que afinal o que não me incomodava talvez comece a incomodar. quero dizer(-te) que não chega. mas as palavras não saem e as oportunidades perdem-se...
31 janeiro 2012
O percurso de uma vida
Um jantar divertido, uma noite de rodopios e gargalhadas, uma tarde de praia que termina a apreciar o horizonte e o por do sol, viagens de 3h e 4h a dizer parvoíces ou a trocar inconfidências. São estes os resquícios de boas recordações. De uma amizade, de um amor, de momentos vividos a dois, a três, a quatro.
Quando olhamos para trás fica um sabor doce e amargo. Fomos tão felizes, são pequenos momentos destes que contribuem para a felicidade. Mas são momentos que poderão não se repetir, pensamos. E depois temos a certeza: não se irão repetir.
Diríamos que o importante é ter aproveitado cada minuto e guardar isso na bagagem e fotografar na nossa memória para não esquecer. É verdade que é importante, mas não deixa de ser menos importante o porque de momentos desses já não se repetirem.
Cada caminho que escolhemos, mesmo sendo atalhos, vão ditar o nosso percurso, o rumo que vamos seguir na vida. É uma viagem longa e por ela muito se irá perder. Histórias, vidas, objectos, pessoas. É necessário que isso aconteca para chegarmos ao nosso destino. Muitas vezes essas perdas recuperam-se, outras vezes nao...
No final de tudo temos de ter a capacidade de avaliar se realmente faz falta ou se é apenas por uma questao de hábito...
Quando olhamos para trás fica um sabor doce e amargo. Fomos tão felizes, são pequenos momentos destes que contribuem para a felicidade. Mas são momentos que poderão não se repetir, pensamos. E depois temos a certeza: não se irão repetir.
Diríamos que o importante é ter aproveitado cada minuto e guardar isso na bagagem e fotografar na nossa memória para não esquecer. É verdade que é importante, mas não deixa de ser menos importante o porque de momentos desses já não se repetirem.
Cada caminho que escolhemos, mesmo sendo atalhos, vão ditar o nosso percurso, o rumo que vamos seguir na vida. É uma viagem longa e por ela muito se irá perder. Histórias, vidas, objectos, pessoas. É necessário que isso aconteca para chegarmos ao nosso destino. Muitas vezes essas perdas recuperam-se, outras vezes nao...
No final de tudo temos de ter a capacidade de avaliar se realmente faz falta ou se é apenas por uma questao de hábito...
15 janeiro 2012
surprise!
Depois de ter assistido a um filme que valeu o que paguei para ver no cinema (Sherlock Holmes: the Game of Shadows), sou mais uma vez surpreendida. Odeio ser surpreendida, principalmente quando a outra parte pressupõe que estou a par. Esta é apenas mais uma das algumas do ultimamente. Custa muito deixar alguém para trás e mantê-lo fora do nosso meio, mas provavelmente custará muito menos agora que mais tarde.
Em compensação, quando se fecha uma porta abre-se uma janela. Que permite entrar uma brisa e nos deixa respirar... um ar novo, revigorante, sedutor e desejável. Este é o ar que respiro e que quero respirar. Esperando que permaneça...
Em compensação, quando se fecha uma porta abre-se uma janela. Que permite entrar uma brisa e nos deixa respirar... um ar novo, revigorante, sedutor e desejável. Este é o ar que respiro e que quero respirar. Esperando que permaneça...
15 outubro 2011
há dias assim
A personalidade é o que caracteriza cada um. Chamamos-lhe personalidade, mas muitas vezes referimo-nos ao feitio. Bom ou mau, todos temos o nosso e muitas vezes é motivado pelo que nos rodeia. Pessoas, accoes, sentimentos, atitudes. E no meio disto tudo, há dias em que nos cansamos do que nos rodeia e precisamos de uma pausa. De mudar de ambiente e sentir que o que nos rodeia não é mais do mesmo. Não me refiro a mudança, refiro-me a variar. Por muito que se goste de bife com batata frita, não se pode comer sempre o mesmo. Porque enjoa e porque sabemos que nos faz mal.
09 outubro 2011
next exit: change!
As mudanças são necessárias, todos o dizem. Dizem e é verdade. Também dizem que é sempre bom mudar porque significa que se está a evoluir. Mas associada a uma mudança vem sempre... a insegurança, o receio do que se vai encontrar e o medo de não nos conseguirmos adaptar. Mas hoje em dia é obrigatório que consigamos fazê-lo. "Antiguidade é um posto", é algo que nos dias de hoje pouco significa! Temos de ter a capacidade de ser humildes o suficiente para perceber que o facto de termos trabalho já é bom!!!
07 julho 2011
Why life sucks!
Há dias assim: acordamos bem dispostos, mesmo com as poucas horas de sono, e até achamos que o dia vai correr bem. Depois há uma noticia menos boa e o dia fica cinzento. Fica o dia e ficámos nós. O sorriso desaparece e dá lugar a uma feição apática. A energia que tínhamos que nos permitia fazer mil e uma coisas quase ao mesmo tempo, é substituída pela passividade. Espera-se que o dia acabe espera por notícias. E enquanto se espera pensa-se – erro fulcral! O pensamento leva-nos a experiências semelhantes e passamos a estar tristes. E pensamos só no “porquê?”.
Tudo acontece por uma razão e no momento em que deve acontecer. É o destino. Mas posso deixar de odiar o destino por nos proporcionar momentos amargos e dolorosos.
Amanhã acordarei diferente, eu sei. E olharei para o dia de hoje e irei dizer que tive de me permitir estar assim. Porque só assim irei valorizar o que acontecerá amanhã!
Tudo acontece por uma razão e no momento em que deve acontecer. É o destino. Mas posso deixar de odiar o destino por nos proporcionar momentos amargos e dolorosos.
Amanhã acordarei diferente, eu sei. E olharei para o dia de hoje e irei dizer que tive de me permitir estar assim. Porque só assim irei valorizar o que acontecerá amanhã!
27 março 2011
Algarve - aluga-se
24 fevereiro 2011
Constatar factos
Eu nao falo mal, apenas constato factos.
Parece uma forma de escapar ao se ter comentado uma situacao ou alguém. Mas há uma diferenca entre dizer mal por dizer, porque é da natureza dessa pessoa faze-lo, porque lhe está no sangue; e comentar uma situacao ou alguém através de um comentário mais negativo. Principalmente quando a situacao nos afceta directamente. Triste é faze-lo nas costas e na cara n ter a frontalidade para o fazer. Mas agora a verdade: quem nao constata factos? Eu nao conheco ninguem que diga que nao o faz. Mas conheco muita gente que diz que nao fala mal de ninguém, que nao quer saber da vida dos outros, mas é o primeiro a saber de todas as novidades... Contem-me histórias!
O ser humano é curioso, uns em dose exagerada, outros em dose moderada. Simplesmene há os descarados e os tímidos. De resto... somos todos iguais.
Parece uma forma de escapar ao se ter comentado uma situacao ou alguém. Mas há uma diferenca entre dizer mal por dizer, porque é da natureza dessa pessoa faze-lo, porque lhe está no sangue; e comentar uma situacao ou alguém através de um comentário mais negativo. Principalmente quando a situacao nos afceta directamente. Triste é faze-lo nas costas e na cara n ter a frontalidade para o fazer. Mas agora a verdade: quem nao constata factos? Eu nao conheco ninguem que diga que nao o faz. Mas conheco muita gente que diz que nao fala mal de ninguém, que nao quer saber da vida dos outros, mas é o primeiro a saber de todas as novidades... Contem-me histórias!
O ser humano é curioso, uns em dose exagerada, outros em dose moderada. Simplesmene há os descarados e os tímidos. De resto... somos todos iguais.
23 fevereiro 2011
Sim, nao, talvez, nao sei bem....
A nossa vida é feita de relacoes. Pessoais, profissionais, familiares, amorosas. Em todas elas é necessário a presenca de duas pessoas, pelo menos. Ora se uma está semi-presente ou nao esta presente poderá chamar-se relacao? Pois... bem me parecia!!
Se mudarmos a nossa posicao quanto a uma relacao e a comunicamos, é bom que nos mantenhamos fiéis à mudanca que declarámos, caso contrario passamos por incoerentes instáveis e... passados da tola! Posto isto, é bom que comeces a mostrar coerencia face ao que dizes. Porque credibilidade... BOLA!
Se mudarmos a nossa posicao quanto a uma relacao e a comunicamos, é bom que nos mantenhamos fiéis à mudanca que declarámos, caso contrario passamos por incoerentes instáveis e... passados da tola! Posto isto, é bom que comeces a mostrar coerencia face ao que dizes. Porque credibilidade... BOLA!
14 fevereiro 2011
the digital era
I was shooting a scene in my new film, No Strings Attached, in which I say to Natalie Portman,
“If you miss me. you can’t text, you can’t email, you can’t post it on my Facebook wall. If you really miss me, you come and see me.”
I began to think of all of the billions of intimate exchanges sent daily via fingers and screens, bouncing between satellites and servers. With all this texting, emailing, and social networking, I started wondering, are we all becoming so in touch with one another that we are in danger of losing touch?
It used to be that boy met girl and they exchanged phone numbers. Anticipation built. They imagined the entire relationship before a call ever happened. The phone rang. Hearts pounded. “Hello?” Followed by a conversation that lasted two hours but felt like two minutes and would be examined with friends for two weeks. If all went well, a date was arranged. That was then.
Now we exchange numbers but text instead of calling because it mitigates the risks of early failure and eliminates those deafening moments of silence. Now anticipation builds. Bdoop. “It was NICE meeting u” Both sides overanalyze every word. We talk to a friend, an impromptu Cyrano: “He wrote nice in all caps. What does that mean? What do I write back?” Then we write a response and delete it 10 times before sending a message that will appear 2 care, but not 2 much. If all goes well, a date will be arranged.
Whether you like it or not, the digital age has produced a new format for modern romance, and natural selection may be favoring the quick-thumbed quip peddler over the confident, ice-breaking alpha male. Or maybe we are hiding behind the cloak of digital text and spell-check to present superior versions of ourselves while using these less intimate forms of communication to accelerate the courting process. So what’s it really good for?
There is some argument about who actually invented text messaging, but I think it’s safe to say it was a man. Multiple studies have shown that the average man uses about half as many words per day as women, thus text messaging. It eliminates hellos and goodbyes and cuts right to the chase. Now, if that’s not male behavior, I don’t know what is. It’s also great for passing notes. there is something fun about sharing secrets with your date while in the company of others. think of texting as a modern whisper in your lover’s car.
Sending sweet nothings on Twitter or Facebook is also fun. in some ways, it’s no different than sending flowers to the office: You are declaring your love for everyone to see. Who doesn’t like to be publicly adored. Just remember that what you post is out there and there’s some stuff you can’t un-see. But the reality is that we communicate with every part of our being, and there are times when we must use it all. When someone needs us, he or she needs all of us. There’s no text that can replace a loving touch when someone we love is hurting.
We haven’t lost romance in the digital age, but we may be neglecting it. In doing so, antiquated art forms are taking on new importance. The power of a hand-written letter is greater than ever. It’s personal and deliberate means more than an email or text ever will. It has a unique scent. It requires deciphering. But, most important, it’s flawed There are errors in handwriting, punctuation, grammar, and spelling that show our vulnerability. And vulnerability is the essence of romance. It’s the art of being uncalculated, the willingness to look foolish, the courage to say,
“This is me, and I’m interested in you enough to show you my flaws with the hope that you may embrace me for all that I am but, more importantly, all that I am not.”
- Ashton Kutcher
“If you miss me. you can’t text, you can’t email, you can’t post it on my Facebook wall. If you really miss me, you come and see me.”
I began to think of all of the billions of intimate exchanges sent daily via fingers and screens, bouncing between satellites and servers. With all this texting, emailing, and social networking, I started wondering, are we all becoming so in touch with one another that we are in danger of losing touch?
It used to be that boy met girl and they exchanged phone numbers. Anticipation built. They imagined the entire relationship before a call ever happened. The phone rang. Hearts pounded. “Hello?” Followed by a conversation that lasted two hours but felt like two minutes and would be examined with friends for two weeks. If all went well, a date was arranged. That was then.
Now we exchange numbers but text instead of calling because it mitigates the risks of early failure and eliminates those deafening moments of silence. Now anticipation builds. Bdoop. “It was NICE meeting u” Both sides overanalyze every word. We talk to a friend, an impromptu Cyrano: “He wrote nice in all caps. What does that mean? What do I write back?” Then we write a response and delete it 10 times before sending a message that will appear 2 care, but not 2 much. If all goes well, a date will be arranged.
Whether you like it or not, the digital age has produced a new format for modern romance, and natural selection may be favoring the quick-thumbed quip peddler over the confident, ice-breaking alpha male. Or maybe we are hiding behind the cloak of digital text and spell-check to present superior versions of ourselves while using these less intimate forms of communication to accelerate the courting process. So what’s it really good for?
There is some argument about who actually invented text messaging, but I think it’s safe to say it was a man. Multiple studies have shown that the average man uses about half as many words per day as women, thus text messaging. It eliminates hellos and goodbyes and cuts right to the chase. Now, if that’s not male behavior, I don’t know what is. It’s also great for passing notes. there is something fun about sharing secrets with your date while in the company of others. think of texting as a modern whisper in your lover’s car.
Sending sweet nothings on Twitter or Facebook is also fun. in some ways, it’s no different than sending flowers to the office: You are declaring your love for everyone to see. Who doesn’t like to be publicly adored. Just remember that what you post is out there and there’s some stuff you can’t un-see. But the reality is that we communicate with every part of our being, and there are times when we must use it all. When someone needs us, he or she needs all of us. There’s no text that can replace a loving touch when someone we love is hurting.
We haven’t lost romance in the digital age, but we may be neglecting it. In doing so, antiquated art forms are taking on new importance. The power of a hand-written letter is greater than ever. It’s personal and deliberate means more than an email or text ever will. It has a unique scent. It requires deciphering. But, most important, it’s flawed There are errors in handwriting, punctuation, grammar, and spelling that show our vulnerability. And vulnerability is the essence of romance. It’s the art of being uncalculated, the willingness to look foolish, the courage to say,
“This is me, and I’m interested in you enough to show you my flaws with the hope that you may embrace me for all that I am but, more importantly, all that I am not.”
- Ashton Kutcher
11 janeiro 2011
...
Hoje estive numa accao de formacao e houve tanta coisa que retive, que penso que mais que uma formacao de trabalho, assisti a uma formacao de auto-ajuda face à mudanca.
Uns dos exercícios permitiu-me perceber o quanto emitimos juizos de valor, o quanto nao conseguimos simplesmente escutar e só depois emitir uma opiniao. 2 minutos apenas a escutar a pessoa do lado, sobre um qualquer assunto, e quantas foram as vezes que quis interromper para concordar, para perguntar e para opinar. Ainda nem ela tinha acabado de falar e já ia eu criticar isto e aquilo. A verdade é que na maioria das vezes nao escutamos, ouvimos. A diferenca é que o 1o retem informacao e o 2o nao. Mas a verdade é que muitas vezes também percebemos que somos permanentemente o ouvinte e demasiadas poucas sao as vezes em que temos alguem a escutar-nos... Porque estarmos com alguem que só diz: "Eu, eu, eu..." parece que temos um Ronaldo ao nosso lado!
E por fim uma frase que também ficou e esta deixo as consideracoes para cada um:
"Qualquer um pode zangar-se - isso é facil . Mas zangar-se com a pessoa certa,no momento certo, pela razão certa e da maneira certa - isso não é facil." Aristóteles
Uns dos exercícios permitiu-me perceber o quanto emitimos juizos de valor, o quanto nao conseguimos simplesmente escutar e só depois emitir uma opiniao. 2 minutos apenas a escutar a pessoa do lado, sobre um qualquer assunto, e quantas foram as vezes que quis interromper para concordar, para perguntar e para opinar. Ainda nem ela tinha acabado de falar e já ia eu criticar isto e aquilo. A verdade é que na maioria das vezes nao escutamos, ouvimos. A diferenca é que o 1o retem informacao e o 2o nao. Mas a verdade é que muitas vezes também percebemos que somos permanentemente o ouvinte e demasiadas poucas sao as vezes em que temos alguem a escutar-nos... Porque estarmos com alguem que só diz: "Eu, eu, eu..." parece que temos um Ronaldo ao nosso lado!
E por fim uma frase que também ficou e esta deixo as consideracoes para cada um:
"Qualquer um pode zangar-se - isso é facil . Mas zangar-se com a pessoa certa,no momento certo, pela razão certa e da maneira certa - isso não é facil." Aristóteles
04 janeiro 2011
New Year
Novo ano mas na realidade nada muda apenas com a passagem de um ponteiro. Temos de ser nós a mudar se realmente queremos que as mudancas surjam. Num desses filmes que passou na TV este fim-de-semana, houve uma frase que fixei: "Só somos capazes de mudar quando estamos à beira do abismo." E o abismo até pode ser a revisao do ano que passou e perceber que raio se andou aqui a fazer. Porque os anos correm e voam e passam por nós e nem damos conta.
Pessoalmente, 2010 foi um grande ano! Comecou como um grande ano e revelou-se um ano fantástico, também com os seus "ques", porque esses também fazem parte das coisas fantásticas. Dos objectivos poucos ficaram por alcancar. Por vezes é mesmo necessário mandar o coracao ao alto e viver. Nao pensar, nao reflectir, nao nada, só e apenas viver. Se isso significa ser mais egoista, pois bem que signifique!
Já q dizem que no próximo ano tudo acaba, vamos lá entao aproveitar os que faltam e pelo menos quando partirmos termos a consciencia que nada ou pouco ficou por fazer.
O meu lema: "Arrepender, só do que nao fiz."
FELIZ 2011!
Pessoalmente, 2010 foi um grande ano! Comecou como um grande ano e revelou-se um ano fantástico, também com os seus "ques", porque esses também fazem parte das coisas fantásticas. Dos objectivos poucos ficaram por alcancar. Por vezes é mesmo necessário mandar o coracao ao alto e viver. Nao pensar, nao reflectir, nao nada, só e apenas viver. Se isso significa ser mais egoista, pois bem que signifique!
Já q dizem que no próximo ano tudo acaba, vamos lá entao aproveitar os que faltam e pelo menos quando partirmos termos a consciencia que nada ou pouco ficou por fazer.
O meu lema: "Arrepender, só do que nao fiz."
FELIZ 2011!
05 dezembro 2010
Elogio ao amor
"(...) O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão alimesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia aspessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amorque se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
Hoje em dia aspessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amorque se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso
20 novembro 2010
amigos
Os amigos de hoje nao serao os amigos de aqui a 10 anos. Alguns manter-se-ao inalteráveis, outros irao desaparecer, ficando apenas as memórias dos bons momentos. Nalguns casos vamos olhar para uma fotografia e faremos um esforco para recordar o nome, noutros casos vamos sorrir e uma lágrima cairá dos nossos olhos porque temos saudades... daquele momento e daquela pessoa. Porque era nossa amiga e o contacto desapareceu.
Os amigos nao se escolhem, vao surgindo e aquilo a que se chama amizade vai nascendo de pequenas coisas. Interesses em comum, amigos em comum, rotina em comum.
Diz-se que se sabe quem sao os verdadeiros amigos, aqueles que nos vao acompanhar na vida. Essa certeza so tenho em relacao a muito poucos e os 5 dedos de uma mao já sao muitos para os contar. O que quero dizer? Que sem esperarmos aquela amizade inabalável nos foge. Porque nao está ao nosso alcance agarra-la. Porque algo mais forte a prende. Puxar contra nós para a manter? Nao. Soltar, para deixar seguir o seu rumo, escolhido e tracado por si. Se regressar, foi porque a soltamos e nao a prendemos...
As escolhas que tomamos influenciam a nossa vida, consequentemente as nossas relacoes. Há mundos que nao se podem misturar....
Os amigos nao se escolhem, vao surgindo e aquilo a que se chama amizade vai nascendo de pequenas coisas. Interesses em comum, amigos em comum, rotina em comum.
Diz-se que se sabe quem sao os verdadeiros amigos, aqueles que nos vao acompanhar na vida. Essa certeza so tenho em relacao a muito poucos e os 5 dedos de uma mao já sao muitos para os contar. O que quero dizer? Que sem esperarmos aquela amizade inabalável nos foge. Porque nao está ao nosso alcance agarra-la. Porque algo mais forte a prende. Puxar contra nós para a manter? Nao. Soltar, para deixar seguir o seu rumo, escolhido e tracado por si. Se regressar, foi porque a soltamos e nao a prendemos...
As escolhas que tomamos influenciam a nossa vida, consequentemente as nossas relacoes. Há mundos que nao se podem misturar....
17 novembro 2010
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